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Educação de Jovens e Adultos



MAIS UM MINI CONTO

Anteriormente criei mini contos relacionados a diversos assuntos, mas aqui apresento um que fiz pensando em alunos de EJA.

" ENSINO A LER E ESCREVER, ELES ME ENSINAM A ARTE DE VIVER "



Escrito por Glaucia às 12h18
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Usando Textos em EJA

Ganhando familiaridade com textos reais e variados desde o início da alfabetização, os jovens e adultos terão mais disposição para recorrer a eles depois de encerrado as atividades, exercitando e desenvolvendo autonomamente suas habilidades de leitura e escrita ao longo da vida.

 

Durante muito tempo, acreditou-se que era necessário criar textos artificiais – o das cartilhas – para poder alfabetizar, pois só num segundo momento o aprendiz estaria em condições de ler textos de verdade. O que os estudos atuais mostram é que, longe de ser um benefício, a artificialidade de enunciados do tipo “Dói o dedo do Dida” acaba por dificultar a aprendizagem. Tanto as crianças como os jovens e adultos já trazem um conhecimento do mundo e da própria escrita que não pode ser desconsiderado.

 

Uma proposta didática atualizada que leve em conta as capacidades dos alfabetizandos, deve propiciar desde o inicio do processo oportunidades para que eles mostrem o que já sabem e aquilo que precisam ou desejam saber; deve propor-lhes desafios e ampliar os recursos disponíveis para que possam superá-los.



Escrito por Glaucia às 13h27
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MEUS MINI CONTOS!!!!!

M I N I   C O N T O S !! 

 

Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Tome anti tetânica

 

 

Em casa de ferreiro, o espeto é de pau. Vamos fazer um churrasco!

 

 

Água mole e pedra dura, bate até que fura. Cuidado com o vazamento

 

 

Rapadura é dura mais é doce...êê vida brasileira

 

 

Não namore no portão, o amor é cego, mas o vizinho não!



Escrito por Glaucia às 17h31
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Método de ensino

Tratando sobre o método

 

A metodologia proposta para um programa de alfabetização de jovens e adultos deve ser coerente com os objetivos a que se propõe. Se o objetivo se restringe à aprendizagem dos rudimentos da linguagem escrita, os tradicionais métodos alfabéticos e silábicos são suficientes e já provaram a sua eficácia.

 

Se o objetivo é formar usuários da linguagem escrita, capazes de utilizá-la para diversos fins, é essencial que os alfabetizandos tenham a oportunidade de entrar em contato com textos reais e com práticas que demandam a leitura e a escrita significativa desde o início do processo de aprendizagem. Desse modo, eles poderão aprender, concomitantemente, como funciona o sistema de representação alfabético, como são organizados os diversos tipos de texto e quais as marcas lingüísticas que caracterizam cada um deles.



Escrito por Glaucia às 17h22
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Diversos estudos comprovam que, para se tornar de fato um usuário da língua escrita, um alfabetizando necessita mais que um conhecimento rudimentar do código escrito. Ele precisa experimentar um conjunto relativamente amplo de práticas de leitura e escrita, pelo menos aquelas que correspondem aos usos mais comuns dessas habilidades na nossa sociedade. Precisa sedimentar aitudes favoráveis ao uso da linguagem escrita em contexetos diversos, o interesse pela busca de informações, pela aprendizagem, pela ampliação de seu universo comunicativo, por novas formas de planejar e controlar a própria atividade individual ou coletiva.

Tem-se indicado um, dois ou mesmo três anos como período para que se atinja um nível básico de escrita autônoma e leitura compreensiva. Por esse motivo, os programas de alfabetização de adultos vieram evoluindo nas últimas décadas, no sentido de se constiruírem como programas de educaão básica. Para  minorar o risco de regressão ao analfabetismo, é preciso que o programa possa apontar aos seus egressos perspectivas de continuidade; seja por meio de inserção no sistema de Ensino Fundamental, seja por meio de novas oportunidades de educação continuada. Tais oportunidades podem estar vinculadas a diversos campos de interesse dos jovens e adultos: a qualificação profissional, a ação comunitária, o desenvolvimento cultural ou a participação cidadã.

Enfim, podemos afirmar que a alfabetização só ganha sentido na vida dos jovens e adultos se eles puderem aprender algo mais que juntar letras. Eles precisam desenvolver junto com o apredizado da escrita novas habilidades cognitivas de compreensão, elaboração e controle da própria atividade, precisam também criar novas motivações para transformarem a si mesmos e o meio onde vivem.



Escrito por Glaucia às 18h44
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Mensagem correspondente a semana de 15 de Abril

Em nossa sociedade, a linguagem escrita é utilizada para diversos fins. Serve para nos comunicarmos com pessoaas próximas, como quando deixamos um recado antes de sair de casa ou quando escrevemos uma carta a um parente distante. Serve também para nos comunicarmos com pessoas que não conhecemos, como quando escrevemos uma carta para um jornal ou para a seção de reclamações de uma empresa.

A escrita serve também como apoio à memória, como quando fazemos uma lista do que precisamos comprar no mercado ou marcarmos no calendário o dia de pagar o crediário. Podemos ler para encontrar um número de telefone, para saber o horário de funcionamento de uma repartição pública ou para preparar uma receita de bolo. Ou então podemos ler ou escrever para nos distrair,para desabafar, para sentir emoção ou então para confirmar nossa fé.

Em cada uma dessas práticas acima mencionadas estão envolvidos diferentes tipos de texto e diferentes operações mentais relacionadas à leitura e à escrita. Certamente é muito diferente ler em voz alta um trecho da Bíblia na igreja e consultar uma lista de preços numa loja de ferragens. É diferente escrever uma carta para a namorada ou o orçamento de um serviço de pedreiro. Alfabetizar-se em nossa sociedade significa ser apresentado a essa variedade de textos e não simplesmente à "carta do ABC".



Escrito por Glaucia às 18h09
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Um pouquinho de teoria!!

Segundo a autora Vera Maria Masagão Ribeiro, atualmente, os educadores trabalham com um conceito mais abrangente, que alguns designam como alfabetismo, outros como letramento. Esse conceito refere-se não apenas ao saber ler e escrever, mas principalmente ao saber usar a leitura e a escrita.

Para passar da condição de analfabeta para a condição de alfabetizada, portanto, a pessoa precisa transformar em alguma medida sua condição, cncorporando a linguagem escrita em sua vida. Essa concepção mais abrangente de analfabetismo sugere uma revisão dos objetivos da alfabetização de adultos. A meta não é simplesmente ensinar o "bê-a-bá", ou seja, a decodificação das letras, mas também ensinar para que serve a linguagem escrita e como podemos usá-la.

Nessa perspectiva, o processo de alfabetização deve compreender não apenas a memorização das relações entre as letras e os sons, mas também a vivência da linguagem escrita em ação.



Escrito por Glaucia às 11h43
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Postei algumas mensagens tratando da afetividade, mas gostaria de deixar claro que não é somente a afetividade que compõem o processo educativo e que também não é somente ela que proporciona que o aluno adquira seus conhecimentos.

Porém a afetividade traz a tona alguns aspectos que facilitam o aprendizado como: confiança, vontade, maturidade e a credibilidade depositada no educador. Penso e tenho confirmado através de minhas vivências que esses jovens e adultos tiveram suas infâncias corrompidas por ausência de pais, violência e a falta de alimentação adequada que causaram principalmente traumas afetivos e portanto é uma tarefa árdua conseguir se adequar cognitivamente para absorver os conteúdos.



Escrito por Glaucia às 12h03
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É fascinante ver como os alunos criam vínculos afetivos tão fortes com as professoras. Esta semana passei por situações inusitantes. Como o meu trabalho com a professora Zenaide toma grande parte do meu tempo no CAAM, posso dizer que nao passo todo o tempo em sala de aula, pois alunos necessitam de atendimento, relatórios necessitam ser feitos, reuniões quase que diárias para o aperfeiçoamento da proposta de trabalho, enfim muitas coisas acontecem portanto, como já disse, não fico todo o tempo em sala. Então, ao retornar de um trabalho em outra série, uma aluna me disse: "A professora, nem precisa mais ficar aqui, pois voce não gosta mais da gente, fica junto com outros alunos e esquece da gente". Confesso que isto me surpreendeu, apesar do tom de brincadeira da aluna, pude sentir com certeza que no fundo de suas palavras havia um pouco de ressentimento por ela ser apegada a mim e eu nao poder estar o tempo todo com ela.

Cheguei a conclusão que absolutamente antes de aprender a ler e a escrever estes alunos precisam de vínculos afetivos para que consigam aprender os conteúdos da escola. Uma pessoa totalmente desvinculada, fechada e com grandes traumas de infância como é o caso de nossos alunos vão demorar o dobro e quem sabe até o triplo para que possam dar passos em busca de conhecimento. 



Escrito por Glaucia às 12h08
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Trabalhar com EJA sendo nós profissionais tão jovens e os alunos em sua maioria com idades tão avançadas, posso ter a certeza de que eles nos proporcionam teorias da vida que não aprendemos em nenhuma sala de aula de nenhuma Universidade do mundo.

Nós professores passamos conteúdos que eles desejaram por toda sua vida e em troca aprendemos que precisamos viver um dia de cada vez tentando deixar a ansiedade da juventude um pouco de lado, porque a ansiedade não tem espaço dentro de uma sala de EJA, cada aluno possuí seu tempo, seu momento e cabe a nós docentes aprendermos a respeitar este tempo e com isso tenho certeza de que conseguimos curar nossa ansiedade, temos ainda um fator fundamental e indispensável:a afetividade, ela tem que estar presente em todo este circulo de aprendizado, porque sem ela, algo sempre irá faltar...



Escrito por Glaucia às 11h51
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Conceito de Alfabetização de Jovens e Adultos

Nas últimas décadas, o conceito de alfabetização vem mudando radicalmente. Durante muito tempo, considerou-se que uma pessoa estava alfabetizada quando sabia ler e escrever, ainda que num nível muito rudimentar. Foi essa a concepção que orientou a maioria das campanhas de alfabetização de jovens e adultos em todo o mundo. Acreditava-se que, num par de meses, se pudesse ensinar os princípios básicos da codificação dos sons em letras e, a partir de então, os jovens e adultos já estariam aptos a empregar esse conhecimento em proveito próprio.

Essa concepção levou a maioria das campanhas de alfabetização de adultos ao fracasso. Encerrada a campanha, os jovens e adultos simplesmente retornavam a suas vidas cotidianas, num ambiente em que a linguagem estava praticamente ausente. Resultado: bastava um par de meses mais para que a maioria esquecesse o que tinha aprendido; ocorre então o fenômeno conhecido como regressão ao analfabetismo.



Escrito por Glaucia às 16h37
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